Estudo: dieta saudável não funciona na prevenção ao câncer de mama

Uma dieta rica em frutas, vegetais e fibras não previne a reaparição do câncer de mama, ainda que possa reduzir drasticamente esta probabilidade e trazer benefícios à saúde, comprovou um estudo divulgado nesta terça-feira nos Estados Unidos.

"Não é uma má notícia como pode parecer à primeira vista", disse uma das autoras da pesquisa Cheryl Rock, professora da Escola de Medicina da Universidade da Califórnia em San Diego (oeste).

"Esse é um estudo contra exageros", explicou. "Você não precisa passar seus dias fazendo sucos ou indo ao hortifruti para manter-se saudável".

As mulheres que comeram ao menos cinco porções de frutas e vegetais por dia e fizeram exercícios seis vezes por semana reduziram à metade a reaparição do câncer, dijo Rock.

Não foram registradas melhoras notáveis entre mulheres que mudaram sua dieta de forma mais radical.

Mas aquelas que consumiram menos porções diárias do que as cinco recomendadas tiveram um risco de 40% de reaparição ou mesmo um câncer primário, afirmou Rock.

O estudo acompanhou 3.088 sobreviventes do câncer de mama entre seis e 11 anos para verificar se duplicar a ingestão recomendada de frutas e vegetais, reduzindo a gordura e incrementando as fibras, poderia prevenir a reaparição.

A maioria das mulheres tinham entre 50 e 60 anos e 75% já consumiam uma média de cinco porções de frutas e vegetais antes de serem acompanhadas pela pesquisa.

Aulas de culinária e mesmo conselhos pelo telefone foram dados para a metade das mulheres que participaram do estudo, para que conseguissem se adaptar à nova dieta intensiva. Elas aumentaram a ingestão de frutas e vegetais para uma média de 12 porções diárias, reduzindo consideravelmente as gorduras e aumentando o consumo de fibras.

A outra metade foi orientada a seguir as recomendações estabelecidas pelo governo americano, que podem ser encontradas no site www.mypyramid.gov.

Os dois grupos apresentavam antes uma taxa de reaparição em torno de 17% e uma taxa de mortalidade de 10%.

Houve uma melhoria considerável na taxa média de reaparição de 30%, disse Rock.

Mas o estudo não prova que as dietas intensivas não sejam úteis a longo prazo, alertou Rock.

"A alimentação tem importância na prevenção primária?" Indagou a pesquisadora. "Talvez você tenha que começar aos 15 anos. Talvez elas estivessem muito distantes de alcançar mudanças metabólicas internas".

Os autores farão mais análises nos resultados obtidos, tentando descobrir se há algum perfil genético particular que determine a "eficiência" de uma dieta mais intensiva, explicou Rock.

O estudo foi publicado no dia 18 de julho no Journal of the American Medical Association.


fonte: http://br.noticias.yahoo.com


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